“A vida das plantas, uma metafísica da mistura”, 3 conferências de Emanuele Coccia

Segunda-feira começa a série de conferências de Emanuele Coccia sobre “A vida das plantas: uma metafísica da mistura”. As palestras serão em espanhol e ocorrerão na sala 605 do D. Pedro II (Reitoria/UFPR). Resumo das conferências: A partir da análise de textos literários, obras de artes, textos biológicos da antiguidade, mas também pesquisas botânicas contemporâneas, se buscará mostrar que a consciência do mundo e a consciência das plantas são inseparáveis. Em primeiro lugar, para entender o que é uma planta, a sua vida, a sua forma, é preciso compreender o que é o mundo, pois uma planta não é senão a forma de vida mais mundana que existe (quando falamos em não espiritualidade ou em materialidade, é isso que queremos dizer). Uma planta não tem sentidos porque é inteiramente exposta, entregue ao mundo que a circunda, sem possibilidade de se separar dele. Por outro lado, para se entender o que é o mundo e a terra é preciso acima de tudo entender o que é uma planta. São as plantas, como já se notou, que tornaram possível a vida sobre a terra e no mundo: é só depois da sua aparição e da produção de oxigênio dela derivado, que a vida animal superior pôde se desenvolver. São as plantas que encontraram a fórmula para transformar a energia solar em matéria: são elas que produziram a matéria orgânica que não apenas constitui o alimento básico da cadeia alimentar superior, mas que modificou também o equilíbrio atmosférico e geológico do planeta Terra. A partir da evidência de que as plantas fizeram do mundo um mundo de vida, o transformaram em casa, em teto no sentido cósmico (e não puramente espacial), se buscará reabrir o debate sobre Gaia (rediscutindo as teorias de Vernadski, Margulis, Lovelock e a posição assumida por Latour nesse debate): à ideia de Antropoceno, deve acompanhar a de Botanoceno, de um cosmos que é constantemente redesenhado pelos viventes que o habitam.Cronograma: 13/02, segunda-feira, às 19:00Discurso sobre o método: a filosofia ou o saber sem disciplina14/02, terça-feira, às 15:00Tudo em tudo: as plantas e a atmosfera15/02, quarta-feira, às 15:00Raízes: por um novo heliocentrismo16/02, quinta-feira, às 15:00Flores: a razão é o sexoAtualmente professor do CEHTA (Centre d’Histoire et de Théorie des Arts), órgão da EHESS – Ecole des hautes études en sciences sociales, e da École Supérieure des Arts Appliqués Duperré, Emanuele Coccia foi professor assistente na Universidade de Freiburg, e professor ou pesquisador visitante nas seguintes instituições: Columbia University, Universidade de Tóquio, Universidad de Buenos Aires, e Universidade de Düsseldorf. Autor de quatro livros traduzidos para diversas línguas, dentre os quais se destacam La trasparenza delle immagini e A vida sensível (traduzido ao português em 2010), o professor e pesquisador, filósofo e medievalista de formação, tem se voltado cada vez mais ao estudo da cultura contemporânea, ao estatuto da imagem, e ao discurso da moda e da propaganda.

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